CiaSenhas de Teatro de Curitiba traz ao Cariri uma intensa programação com espetáculo, oficina e encontro com artistas locais

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O projeto Circo Negro em Circulação no Nordeste chega à cidade de Juazeiro do Norte com uma intensa programação no período de 14 a 18/06, incluindo espetáculo, oficina e encontro. O projeto tem o patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobrás Distribuidora e foi selecionado pelo Programa Petrobrás Distribuidora de Cultura 2015/2016.

A CiaSenhas de Teatro é um coletivo que atua em Curitiba desde 1999 formado por artistas-pesquisadores das Artes Cênicas. Desde sua fundação a companhia têm se dedicado à investigação da linguagem cênica com enfoque no trabalho do ator-criador paralelo ao desenvolvimento de dramaturgia original em processos compartilhados de criação. A CiaSenhas procura  disponibilizar seus espetáculos às mais diferentes platéias e promover ações para o fortalecimento estético e político do teatro de grupo.

CIRCO NEGRO, desde sua estreia tem participado de inúmeros festivais e realizado apresentações em diversas regiões do Brasil. Através deste projeto, a CiaSenhas tem a oportunidade de se apresentar pela primeira vez na cidade de Juazeiro do Norte com temporada agendada para o período de 15 a 18 de junho às 19:30h no Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri , com entrada franca.

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Ao juntar em cena, no mesmo espetáculo, a dramaturgia do autor e diretor argentino Daniel Veronese – um dos nomes mais festejados da atual cena de Buenos Aires –, à CiaSenhas de Teatro, uma das mais atuantes companhias teatrais de Curitiba, sob a direção de Sueli Araujo desde 1999, ano de seu início, a expectativa em torno da montagem só podia se confirmar: uma peça lúdica e cruel, um teatro de movimentos repentinos, que mistura realidade e ficção num jogo permanente com a platéia. CIRCO NEGRO é teatro apresentando o teatro. Teatro mostrando o fato-teatro.

A narrativa do trabalho é conduzida por criaturas/personagens que se alternam entre seres reais e imateriais criando atmosferas cênicas em que a realidade se revela estranha, porém reconhecível em sua crueldade. O universo ficcional proposto na encenação se estabelece como impossibilidade, estranhamento e assombro.

A realização de números circenses, propostos no texto de Veronese, serve como metáfora do jogo de relações de poder e competitividade instaurados sobre tênues movimentos entre verdade e mentira, narrativa e drama, personagem e narrador, seres autônomos e autômatos.

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A citação ao circo está presente em todos os elementos visuais e sonoros criando a paisagem de um tempo-espaço situado entre as imagens do circo mítico – fruto do inconsciente coletivo – em contraste com o lugar do próprio teatro enquanto espaço da representação. O jogo, ao mesmo tempo lúdico e cruel, propõe a discussão poética e política do que é real e do que é representação.

Além das apresentações, o projeto prevê a realização de mais 02 Ações Formativas que completam a programação: A Oficina de formação de Platéia destinada aos alunos do EJA que farão uma atividade prática, depois irão assistir o espetáculo e participarão de um bate-papo após a apresentação. O objetivo desta oficina é proporcionar uma aproximação mais efetiva com a arte teatral, em especial com o teatro contemporâneo, instrumentalizando os participantes para um diálogo mais sensível com o teatro.  A outra atividade prevista é um Encontro (Ação de Com-Vivência) com grupos de teatro e artistas locais com objetivo de trocar experiências artísticas, compartilhar procedimentos criativos e construir novos espaços de comunicação entre artistas de teatro no Brasil.

IMPRENSA:

“…a Cia Senhas avança em sua própria jornada com “Circo Negro”, um espetáculo que se constitui como um desafio formal e estético ao qual a diretora Sueli Araújo responde com maturidade criativa. Como ouvi de um crítico paulista ontem, este é o trabalho ideal paraque a companhia curitibana rompa a timidez e ultrapasse as fronteiras paranaenses. Concordo plenamente. Está mais do que na hora de mostrar-se a outros públicos.”

“…O que move o grupo nesta obra de Veronese é a observação crua da condição do atuante. Crua, mas não cega de sua beleza: afinal, como se diz em cena, o ator é o único capaz de morrer e voltar.” Por Luciana Romagnolli – Blog Horizonte da Cena http://horizontedacena.blogspot.com.br/2012/09/veronese-ii-cia-senhas-se-expoe-ao-risco.html

“…Espetáculo, no melhor sentido do exibicionismo, pelo qual assistí-lo é igualmente se descobrir participante de um circo de contradições.  A generosidade e talento dos atores faz da obra do argentino Veronese uma experiência especial. E é preciso dizer ainda, que o trabalho trouxe um dos melhores inícios de espetáculo de todo o festival. Inventivo, controladamente ridículo, criticamente ingênuo e esteticamente muito interessante. Circo Negro é desses espetáculos que poderiam ganhar as estradas e garagens por aí. Em bons e muitos momentos, lembrou, de uma maneira mais atual e jovem, a ironia e sabores do velho e saudoso Teatro do Ornitorrinco.” Ruy Filho –http://antroexpostodialogos.blogspot.com.br/2013/03/circo-negro.html

“O espetáculo me arrebatou, o que talvez me deixe minha avaliação menos imparcial, mas constato uma maturidade grande nessa montagem. Sua proposta não é simples, lida o tempo todo com desencaixes (de tempo, de espaço, de foco), e o grupo, sob direção de Sueli Araújo, cumpre com galhardia o desafio.O ritmo e a qualidade da encenação são dois motivos consistentes para explicar o fascínio desse Circo Negro, mas existe algo além; há esse efeito que emerge à revelia do que se narra na superficialidade. Uma emoção genuína, nada manipulada, que brota do estranhamento. Uma sensação periférica, que invade o espaço reservado à lógica e à razão. Talvez seja isso o que nos diferencie dos títeres e dos bonecos: ao contrário deles, sucumbimos à morte, temos limitações físicas e inevitavelmente transmitimos emoções (mesmo quando não queremos); mas carregamos o que se convencionou chamar de “alma” (anima), essa porção de mistério que pertence a todos e a ninguém.! Maria Fernanda Vomero – http://epoca.globo.com/regional/sp/blogs-epoca-sp/jogo-de-cena/noticia/2013/09/realidade-e-ficcao-se-revezam-no-palco-circo-da-cia-senhas.html

 CURRICULO DO ESPETÁCULO

2012: Temporada de 24 apresentações na Cia dos Palhaços (Curitiba)
2013: Festival de Teatro de Curitiba, FIT Rio Preto, FILO – Festival Internacional de Londrina, POA em Cena e Festival do Teatro Brasileiro – Cena Paranaense – etapa São Paulo. Temporada no Sesc Ipiranga – SP
2014: Mostra Novos Repertórios (Copa do Mundo), Festival de Jacarezinho, Festival de Inverno de Antonina
2016: Temporada Caixa Cultural Recife

 FICHA TÉCNICA

Texto: Daniel Veronese
Tradução: André Carreira
Direção: Sueli Araujo
Assistente de Direção: Anne Celli
Elenco: Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo e Rafael di Lari
Direção de Movimento: Cinthia Kunifas
Sonoplastia: Ary Giordani
Iluminação: Wagner Correa
Figurino: Amabilis de Jesus
Cenário: Paulo Vinícius
Produção e Maquiagem: Marcia Moraes
Produção Local: Monte de Coisas
Realização: CiaSenhas de Teatro

SERVIÇO

ESPETÁCULO CIRCO NEGRO
15 a 18 de junho de 2016
Quarta a sábado às 19:30h
Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Juazeiro do Norte – São Pedro, 337 – Centro
Informações: (88) 3512-2855 / (88) 98814-9118
Entrada Franca

O espetáculo tem acessibilidade para pessoas com necessidades especiais (deficientes auditivos e visuais)

Classificação indicativa: 18 anos

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