Rap feminino com sotaque Nordestino, conheça Arrete

Em vivência no Festival de Inverno de Garanhuns estivemos com a Arrete e o Som na Rural, que se apresentaram na segunda do brega feminino.

Criado em 2012 pelas Mc’s Ya Juste, Nina Rodrigues e Weedja Lins, o projeto Arrete expressa com a força da música e da expressão corporal a tradução de rimas carregadas de mensagens que desabafam o cotidiano, empoderamento feminino, questões sociais, afetos e cultura local. Com formação de base e pesquisa na cultura Hip Hop de 15 a 18 anos, as três artistas dividem o palco hoje com o Dj Rimas INC, que soma ao show suas expertises também como poeta, rimador e pandeirista, e tem música latente na Grave brasileira (Brazil Bass). Suas músicas e letras agregam ao Rap e ao Ragga estilos musicais diversos, focando no regionalismo de onde nasce a forma de se expressar com acentuada interferência do linguajar local.

De forma original e de uma atitude incontestável, o grupo leva seus trabalhos autorais e o primeiro álbum, “Sempre com a Frota”, produzido com aprovação e apoio do Funcultura. Configura-se aqui uma surpresa para o público e meio artístico, a cada vez que sobem aos palcos essas três mulheres fortes e lotadas de uma história que carrega não só uma causa, mas um povo.

Entrevista

Foobá: Estamos aqui com essas três mulheres talentosíssimas, que são de Jaboatão, e estão aqui no FIG, na noite do brega que mesmo com muita chuva quebraram tudo! Qual a sensação de dividir esse palco, com a música brega, característica de Recife?

Arrete: Primeiro, para nós, é uma honra ver uma line UP toda de mulheres, mulheres com o som na rural tomando de conta de tudo, máximo respeito ao brega e as mulheres que estão comandando o palco principal do FIG. São muitos anos de dificuldade nessa trajetória e hoje é um momento de grande reconhecimento, com uma chuva danada a gente fez a nossa parte. Nesse momento do país é necessário mostrar as mulheres trabalhando, mostrando sua música, mostrando que estamos aqui em todos os corres. A cultura hip hop é muito machista (que não deveria ser) e através do Rap a gente consegue levar uma mensagem. E essa mensagem se estende, vemos uma nova imagem das mulheres do brega, mostrando suas dores com sua voz ativa. Máximo respeito as mulheres do brega, com sua força, independente dos discursos machistas. O arrete invadiu territórios.

Foobá: esse Rap feminino, nordestino e com sotaque, como se construiu essa identidade?

Arrete: De como a gente vive: dialeto local. A identidade é vivencia, é a cena local, não foi nada procurado apenas vivido. A gente circula nos nove estados, com rap, com ragga e nesses quase 20 anos de Hiphop fomos nos construíndo. A maturidade aconteceu junto com essa formação de identidade que vem do ragga, do brega, do rock. Vem tudo naturalmente.

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Sobre Diego Moreira

Estudante de Marketing, designer, produtor cultural, dj e pesquisador musical, e ainda assim sobra um tempo pra navegar na podosfera, pois adora ouvir podcast.

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  • Heavy Metal Online lança teaser do documentário “Fascismo no Heavy Metal”
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