ExpoCrato 2016 – Programação Oficial Confirmada!

A festa mais badalada do cariri está chegando, e desta fez a programação oficial do evento saiu antes mesmo dos boatos ganharem força na internet.

A agenda do festival acontece entre os dias 10 e 17 de julho e continua seguindo um formato parecido ao dos anos anteriores, com o primeiro domingo (10 de julho) marcado pelo brega/sertanejo, desta vez com a cantora fenômeno do momento Marília Mendonça.

segunda do reggae (11 de julho) volta este ano com a banda  Tribo de Jah além de trazer pela primeira vez ao cariri Planta & Raiz, muito pedida pelo público regueiro do Cariri.

Terça-feira (12) é mais uma vez dia de rock bebê, mas nesta edição contaremos com apenas um grande nome do rock nacional, a já tradicional Biquini Cavadão.

Da quarta em diante teremos cinco dias de muito forró e sertanejo universitário.  Luan Santana tocará pela primeira vez na ExpoCrato na sexta (15), na mesma noite que Aviões do Forró.  Magnífico, Gabriel Diniz,  Wesley Safadão, Bruno & Marrone e Jorge & Mateus são outros destaques do gênero na ExpoCrato 2016.

A surpresa da programação deste ano fica por conta da ausência de atrações do axé ou pagode, que sempre foi marca registrada do evento, tendo trazido, por exemplo, Ivete Sangalo e Psirico no ano anterior.

Aqui  e na nossa agenda cultural você pode conferir a programação completa da ExpoCrato 2016:

Domingo (10)
Marília Mendonça
Luan Estilizado
Encantu’s

Segunda-feira (11)
Tribo de Jah
Planta e Raiz

Terça-feira (12)
Biquini Cavadão
Iohannes

Quarta-feira (13)
Magníficos
Gigantes do Brasil
Encontro das Vozes

Quinta-feira (14)
Gabriel Diniz
Simone e Simaria
Toca do Vale
Ítalo e Reno

Sexta-feira (15)
Aviões do Forró
Luan Santana
Pedrinho Pegação
Avine Vinny

Sábado (16)
Wesley Safadão
Bruno & Marrone
Fabinho
Nathan

Domingo (17)
Jorge & Mateus
Dorgival Dantas
Márcia Felipe
Geraldinho Lins

E você? O que achou da programação? Deixe sua opinião nos comentários.

 

CiaSenhas de Teatro de Curitiba traz ao Cariri uma intensa programação com espetáculo, oficina e encontro com artistas locais

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O projeto Circo Negro em Circulação no Nordeste chega à cidade de Juazeiro do Norte com uma intensa programação no período de 14 a 18/06, incluindo espetáculo, oficina e encontro. O projeto tem o patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobrás Distribuidora e foi selecionado pelo Programa Petrobrás Distribuidora de Cultura 2015/2016.

A CiaSenhas de Teatro é um coletivo que atua em Curitiba desde 1999 formado por artistas-pesquisadores das Artes Cênicas. Desde sua fundação a companhia têm se dedicado à investigação da linguagem cênica com enfoque no trabalho do ator-criador paralelo ao desenvolvimento de dramaturgia original em processos compartilhados de criação. A CiaSenhas procura  disponibilizar seus espetáculos às mais diferentes platéias e promover ações para o fortalecimento estético e político do teatro de grupo.

CIRCO NEGRO, desde sua estreia tem participado de inúmeros festivais e realizado apresentações em diversas regiões do Brasil. Através deste projeto, a CiaSenhas tem a oportunidade de se apresentar pela primeira vez na cidade de Juazeiro do Norte com temporada agendada para o período de 15 a 18 de junho às 19:30h no Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri , com entrada franca.

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Ao juntar em cena, no mesmo espetáculo, a dramaturgia do autor e diretor argentino Daniel Veronese – um dos nomes mais festejados da atual cena de Buenos Aires –, à CiaSenhas de Teatro, uma das mais atuantes companhias teatrais de Curitiba, sob a direção de Sueli Araujo desde 1999, ano de seu início, a expectativa em torno da montagem só podia se confirmar: uma peça lúdica e cruel, um teatro de movimentos repentinos, que mistura realidade e ficção num jogo permanente com a platéia. CIRCO NEGRO é teatro apresentando o teatro. Teatro mostrando o fato-teatro.

A narrativa do trabalho é conduzida por criaturas/personagens que se alternam entre seres reais e imateriais criando atmosferas cênicas em que a realidade se revela estranha, porém reconhecível em sua crueldade. O universo ficcional proposto na encenação se estabelece como impossibilidade, estranhamento e assombro.

A realização de números circenses, propostos no texto de Veronese, serve como metáfora do jogo de relações de poder e competitividade instaurados sobre tênues movimentos entre verdade e mentira, narrativa e drama, personagem e narrador, seres autônomos e autômatos.

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A citação ao circo está presente em todos os elementos visuais e sonoros criando a paisagem de um tempo-espaço situado entre as imagens do circo mítico – fruto do inconsciente coletivo – em contraste com o lugar do próprio teatro enquanto espaço da representação. O jogo, ao mesmo tempo lúdico e cruel, propõe a discussão poética e política do que é real e do que é representação.

Além das apresentações, o projeto prevê a realização de mais 02 Ações Formativas que completam a programação: A Oficina de formação de Platéia destinada aos alunos do EJA que farão uma atividade prática, depois irão assistir o espetáculo e participarão de um bate-papo após a apresentação. O objetivo desta oficina é proporcionar uma aproximação mais efetiva com a arte teatral, em especial com o teatro contemporâneo, instrumentalizando os participantes para um diálogo mais sensível com o teatro.  A outra atividade prevista é um Encontro (Ação de Com-Vivência) com grupos de teatro e artistas locais com objetivo de trocar experiências artísticas, compartilhar procedimentos criativos e construir novos espaços de comunicação entre artistas de teatro no Brasil.

IMPRENSA:

“…a Cia Senhas avança em sua própria jornada com “Circo Negro”, um espetáculo que se constitui como um desafio formal e estético ao qual a diretora Sueli Araújo responde com maturidade criativa. Como ouvi de um crítico paulista ontem, este é o trabalho ideal paraque a companhia curitibana rompa a timidez e ultrapasse as fronteiras paranaenses. Concordo plenamente. Está mais do que na hora de mostrar-se a outros públicos.”

“…O que move o grupo nesta obra de Veronese é a observação crua da condição do atuante. Crua, mas não cega de sua beleza: afinal, como se diz em cena, o ator é o único capaz de morrer e voltar.” Por Luciana Romagnolli – Blog Horizonte da Cena http://horizontedacena.blogspot.com.br/2012/09/veronese-ii-cia-senhas-se-expoe-ao-risco.html

“…Espetáculo, no melhor sentido do exibicionismo, pelo qual assistí-lo é igualmente se descobrir participante de um circo de contradições.  A generosidade e talento dos atores faz da obra do argentino Veronese uma experiência especial. E é preciso dizer ainda, que o trabalho trouxe um dos melhores inícios de espetáculo de todo o festival. Inventivo, controladamente ridículo, criticamente ingênuo e esteticamente muito interessante. Circo Negro é desses espetáculos que poderiam ganhar as estradas e garagens por aí. Em bons e muitos momentos, lembrou, de uma maneira mais atual e jovem, a ironia e sabores do velho e saudoso Teatro do Ornitorrinco.” Ruy Filho –http://antroexpostodialogos.blogspot.com.br/2013/03/circo-negro.html

“O espetáculo me arrebatou, o que talvez me deixe minha avaliação menos imparcial, mas constato uma maturidade grande nessa montagem. Sua proposta não é simples, lida o tempo todo com desencaixes (de tempo, de espaço, de foco), e o grupo, sob direção de Sueli Araújo, cumpre com galhardia o desafio.O ritmo e a qualidade da encenação são dois motivos consistentes para explicar o fascínio desse Circo Negro, mas existe algo além; há esse efeito que emerge à revelia do que se narra na superficialidade. Uma emoção genuína, nada manipulada, que brota do estranhamento. Uma sensação periférica, que invade o espaço reservado à lógica e à razão. Talvez seja isso o que nos diferencie dos títeres e dos bonecos: ao contrário deles, sucumbimos à morte, temos limitações físicas e inevitavelmente transmitimos emoções (mesmo quando não queremos); mas carregamos o que se convencionou chamar de “alma” (anima), essa porção de mistério que pertence a todos e a ninguém.! Maria Fernanda Vomero – http://epoca.globo.com/regional/sp/blogs-epoca-sp/jogo-de-cena/noticia/2013/09/realidade-e-ficcao-se-revezam-no-palco-circo-da-cia-senhas.html

 CURRICULO DO ESPETÁCULO

2012: Temporada de 24 apresentações na Cia dos Palhaços (Curitiba)
2013: Festival de Teatro de Curitiba, FIT Rio Preto, FILO – Festival Internacional de Londrina, POA em Cena e Festival do Teatro Brasileiro – Cena Paranaense – etapa São Paulo. Temporada no Sesc Ipiranga – SP
2014: Mostra Novos Repertórios (Copa do Mundo), Festival de Jacarezinho, Festival de Inverno de Antonina
2016: Temporada Caixa Cultural Recife

 FICHA TÉCNICA

Texto: Daniel Veronese
Tradução: André Carreira
Direção: Sueli Araujo
Assistente de Direção: Anne Celli
Elenco: Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo e Rafael di Lari
Direção de Movimento: Cinthia Kunifas
Sonoplastia: Ary Giordani
Iluminação: Wagner Correa
Figurino: Amabilis de Jesus
Cenário: Paulo Vinícius
Produção e Maquiagem: Marcia Moraes
Produção Local: Monte de Coisas
Realização: CiaSenhas de Teatro

SERVIÇO

ESPETÁCULO CIRCO NEGRO
15 a 18 de junho de 2016
Quarta a sábado às 19:30h
Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri
Juazeiro do Norte – São Pedro, 337 – Centro
Informações: (88) 3512-2855 / (88) 98814-9118
Entrada Franca

O espetáculo tem acessibilidade para pessoas com necessidades especiais (deficientes auditivos e visuais)

Classificação indicativa: 18 anos

A mulher no cenário da música eletrônica

Como em outros lugares, na música eletrônica a mulher também é muitas vezes invisibilizada, é notável a superior quantidade de DJ’s e produtores masculinos, sobre o sexo oposto. Entretanto muitas vezes a mulher toma um lugar que não deveria nessa corrente cultural.

Na música eletrônica, bem como em outros tipos de música, e entretenimento muitas vezes a mulher é hiper sexualizada, estando presente em clipes e festivais, com quase nenhuma roupa, para ilustrar o trabalho muitas vezes produzido por homens.

Apesar de poucos, temos vários nomes femininos no cenário musical eletrônico mundial, mas nada que se compare ao numero de homens. Prova disso é que na premiação anual da DJ Mag, que lista os 100 melhores dj’s de 100 projetos musicais, apenas 3 são femininos, somando ao todo 5 mulheres contra a maioria esmagadora dos outros 95 premiados.

Outro fato é que a mesma premiação, é que apesar de atualmente ser por voto popular, desde 1997, quando a premiação começou a ser executada, nunca se teve uma mulher na primeira posição. E no sita da revista (DJ Mag), na qual ela divulga o resultado anual, das edições á partir de 2004, nesse período 2004 – 2016, nunca se teve uma mulher nas 10 primeiras posições da premiação.

Alguns nomes

De várias mulheres que temos no cenário internacional, 3 projetos em particular tem uma repercussão e crescimento considerável, estando tanto nas principais premiações, quanto nos principais festivais.

Nervo

De 2010 pra cá as irmãs nervo vem carregando vários prêmios, e estando nos principais festivais, além de ter prêmios como o grammy, elas estiveram em várias edições da tomorrowland, inclusive na edição brasileira.

Mija

Com mais de 30 shows fechados até maio, Mija já produziu com grandes nomes da música eletrônica, dentre eles Skrillex, DJ Snake, Jack U entre outros. Alem disso Mija faz parte do tima da OWSLA, uma das maiores gravadores de música eletrônica atualmente.

Krewella

O Antes trio, hoje dupla, conta com mais de 54 milhões de visualizações, em um dos seus clipes. E Também estiveram presentes em algumas edições da Tomorrowland, também tiveram suas singles, nas paradas musicais.

 

Fica então a conclusão, de quão pouco temos a participação feminina na sociedade, bem como nos mais diversos setores, como no entretenimento, por exemplo.

Tim, Tim, Tim, Tim! Wesley Safadão, faz o pré carnaval no Crato

Sucesso no Brasil inteiro, Wesley safadão, chega no trio elétrico para fazer o pré carnaval Cratense. Junto com o Fabinho e a Chicabana, que de carnaval já são bastante experientes.

Wesley, lançou recentemente, seu DVD ao vivo em brasília, no qual já falamos por aqui, e você pode conferir como ficou abaixo:

No Crato, ele sobe ao trio elétrico no dia 17 de Janeiro, no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti (Parque da Expocrato), e vem junto com ele a Chicabana, que á muito tempo ja faz a alegria dos carnavais no Brasil inteiro, com o swing e energia da Bahia.

A banda lançou recentemente seu CD Verão, disponível para download no Sua Música, e tá Show!, confere ai!

E pra completar o time, tem Fabinho que é piauiense trazendo a #pegadadonegão, e tem mais de 20 mil downloads, em seu perfil do Sua Música, quer curtir um pouco do Fabinho? Se liga:

Você não pode ficar de fora, Os ingressos, estão sendo vendidos na Emporio Parfum do Cariri Garden Shopping, e nas Farmácias Gentil do Crato e Juazeiro, se você quiser mais informações, é só ligar para: (88) 35231807.

Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força – Review

Comoção mundial para tão esperada estreia.

Enfim depois de uma angustiante década de espera, eis que a fabulosa Disney lança o novo filme da franquia que há 38 anos constrói um conceito sobre aventura, ficção científica e heróis.

É claro que nos do Foobá fomos conferir e segue o vídeo sobre como foi.

Review sem spoilers. De nada.

Confira na nossa agenda os horários de exibição de Star Wars nas salas da Orient Cinemas do Cariri Garden Shopping.

 

 

Estilo e Cores

Na tarde do último sábado, dia cinco, a consultora de imagem e estilo Rita Heroína brindou um seleto grupo de convidados com uma palestra intitulada: O Poder das Cores na Imagem Pessoal. Nas dependências do Iu-á Hotel, Rita falou por cerca de uma hora sobre cores, tendências e estilo. Com uso da tabela de combinação de cores – Circúlo Cromático foi ilustrado os tons e suas respectivas combinações: Complementar, Split, Triad e Tetrad.

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Rita apresentou outros serviços de consultoria oferecidos tais como:

Visagismo Facil e Análise Corporal, Teste de Coloração pessoal (nesse processo ocorre a identificação das cores que harmonizam e salientam a beleza natural de cada um), Saúde da pele e automaquiagem, Style in Home, Personal Shopper (orientação nas compras), e personal Express.

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Heroína salientou diversas vezes que o gosto pessoal deve ser sempre valorizado, pois é isso que define a personalidade e que na dúvida usar sempre o bom senso.

No final foi servido o cocktel aos participantes.

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LUIZ GONZAGA É

LUIZ GONZAGA É
Luiz Gonzaga é saudade
Plantada no coração,
É a nordestinidade
Pulsante em cada baião,
Cada xote, cada forró
Luiz Gonzaga é um só
Mais vale por um milhão.

Luiz Gonzaga é sertão
Numa noite enluarada,
É xaxado e é baião
Num terreiro de latada,
É um forró “desbuiado”
Pelos dedos “molengados”
Conduzindo a sanfonada.

Luiz Gonzaga é estrada
Dos cantores nordestinos,
É uma fonte iluminada
Por Lampiões Virgulinos
É o barro cru e moldado
É o retrato falado
Bem dizer de Vitalinos.

Luiz Gonzaga é um sino
Anunciando o inverno,
Tem a destreza e o tino
De um sertanejo moderno
Com sua visão futurista
Que soube ser um artista
Que pra sempre será eterno.

Luiz Gonzaga é o terno
Que veste nosso vaqueiro,
Com seu cantar bem fraterno
Magnífico sanfoneiro,
Fiel às suas raízes
Pacificador de crises
Um exemplar brasileiro.

Luiz Gonzaga é o cheiro
Dessa musicalidade,
Do nordeste o primeiro
A abrir portas de verdade
Pelo Brasil espalhando
Seu forró e encantando
A toda sociedade.

Luiz Gonzaga é autoridade
Quando o assunto é sertão,
É como um canção que invade
O alpendre do casarão,
Canta alto, se balança
Se mostra firme e dança
Seja qual for a canção!

Luiz Gonzaga é cacimbão
Onde bebe muita gente,
É a fonte de inspiração
Do sanfoneiro descente
Que com fé no “Padim Ciço”
Mantém firme o compromisso
De tocar a arte em frente.

Luiz Gonzaga é o batente
No oitão da moradia,
Onde a mulher sorridente
Faz do batente sua pia
“Ariando” uma panela
De forma simples, singela
Cantando a Ave Maria.

Luiz Gonzaga é um dia
De adjunto no roçado,
Onde com a maior alegria
A DEUS se pede obrigado
Pela colheita feliz
Enquanto canta a cordoniz
Que dá também seu recado.

Luiz Gonzaga é o brado
Do sertanejo da gema,
É como foice ou machado
Cortando uma jurema,
Despenca de “riba” a baixo
Feito enchente no riacho
Modificando o sistema.

Luiz Gonzaga é poema
Simples, porém composto,
É infinidade de tema
Pra quem escreve com gosto
É o amanhecer de um dia
Irradiando a poesia
Dum fim de tarde em agosto.

Luiz Gonzaga é o sol posto
À tardinha lá na serra,
É a brisa leve no rosto
É o bafo quente da terra,
É a arte em ebulição
É o retratar do sertão
Que nunca mais se encerra.

Luiz Gonzaga é a guerra
Que faz mostrar o nordeste,
Destemido e não emperra,
Que luta, vence e investe
Com a sanfona e sua voz
Guerreou muito por nós
“Caboco”, Cabra da peste.

Luiz Gonzaga é inconteste
De reinado absoluto,
Mesmo na côrte celeste
Continua dando fruto,
Eterna é sua majestade
E será pela eternidade
Um nordestino impoluto.

Luiz Gonzaga é astuto
Criador do nosso baião,
E com seu jeito matuto
Conquistou essa nação
Ano do seu centenário
Verdadeiro relicário
Embaixador do sertão.

Luiz Gonzaga é ação
Da arte do sertanejo,
Que canta com o coração
Que tem no jeito um traquejo,
Que se agarrou ao sucesso
Fez-se o maior do universo
Realizou seu desejo.

Luiz Gonzaga é ensejo
Que nasceu pra ser história,
É do nordeste um festejo
É a alegria compulsória
Que faz chover no sertão
Xote, xaxado e baião
E um gosto bom de vitória.

Luiz Gonzaga é divisória
Na cultura nordestina,
A sua obra é sua glória
A sua arte é sua sina,
Parceiros, compositores
Amigos e seguidores
E o som da sua concertina.

Luiz Gonzaga é neblina
Num fim de tarde bem quente,
É a cantiga matutina
Dum cantador de repente,
É triângulo tilintando
É zabumba zabumbando
E uma sanfona plangente.

Luiz Gonzaga é nascente
Jorrando a sua magia,
É o casamento contente
Da sanfona e a poesia
É o vaqueiro aboiando
E o gado todo juntando
No final de mais um dia.

Luiz Gonzaga é a energia
Própria do nosso “caboco”,
Fez da sanfona sua guia
Pra lhe tirar do sufoco,
Exemplo de perseverança
Fez do adulto a criança
Dançar “sala de reboco”.

Luiz Gonzaga é um pouco
De tudo que o sertão tem,
De coisa bela, de louco
Dum “toicizim” com xerém,
Dum “caboco” “inzambuado”
Com a morena atracado
Só dançando o xenheném.

Luiz Gonzaga é um bem
Que faz um bem de verdade,
Pra quem herdou e mantém
Toda a sua humildade,
É de DEUS um abençoado
Rei eterno e aclamado
Por toda posteridade.

Luiz Gonzaga é vontade
De melhorar o sertão,
É a voz da liberdade,
Da arte e indignação.
Da mais pura inteligência
Pela sua irreverência
Com a sanfona e o gibão.

Luiz Gonzaga é inspiração
Que fala alto em meu peito,
Por ser fã de Lampião
Vestia-se do mesmo jeito,
Homem de boa cachola
Foi professor sem escola
Foi um honrado sujeito.

Luiz Gonzaga é respeito
Respeitado e respeitoso,
Mesmo sem cursar Direito
Advogou corajoso,
Em favor dos oprimidos
Dos menos favorecidos
Por isso que é grandioso.

Luiz Gonzaga é valoroso
Filho de seu Januário,
Exuense primoroso
De ambiente agrário,
Da Fazenda Caiçara
Na qual foi sua seara
E seu maior itinerário,

Luiz Gonzaga é cenário
De noite de São João,
Onde o rico imaginário
Do povo bom do sertão
Faz o maior arraiá
Que é pra poder festejar
Cem anos de Gonzagão.

Luiz Gonzaga é lição
Que o nosso povo carece
De força e superação
De arte, de Amor e prece,
Cem anos desse “caboco”
Que cantou de tudo um pouco
E o mundo todo o conhece.

Luiz Gonzaga oferece
Mesmo depois de partir,
A música que enriquece
Quem se propõe a ouvir
Tal e qual uma rendeira
Faz da arte a verdadeira
Identidade do “sentir”.

Assim tentei definir
Com inspiração e fé,
Não foi fácil resumir
Acho pretensão até,
Fazer versos a granel
Tentar botar num cordel
O que Luiz Gonzaga é.

ADAUBERTO AMORIM

Então vamos começar a festa! As Anjas

Foto de Divulgação da estreia. Nívea Uchoa 2003
Amélia, a mulher de verdade. Paula Mineia

Em 2003, um estudante do curso de Letras da Universidade Regional do Cariri juntou 8 jovens atrizes para montar um espetáculo teatral. O texto em questão era a comédia do Fortalezense Ueliton Roccon: As Anjas. Então, nominalmente, Mauro César convidou o elenco, montou, dirigiu e em quatro de dezembro de 2003 no Salão de Atos da URCA estreou a montagem despretensiosa que mudaria a vida dos envolvidos. As atrizes, na sua maioria não se conheciam, no máximo já havia cruzado pelos corredores do Centro de Humanidades do Campus do Pimenta. O talento da equipe arrancou risos e gerou convites e o grupo de desconhecido virou companhia teatral.

Afonsina. Rita Cidade

As Anjas criaram uma legião de fãs e arrastou multidão por onde passaram. Colecionou vários prêmios e ainda hoje gera uma nostalgia agradável em que assistiu.

Pegamos alguns depoimentos:

“Assisti a peça em um Overdoze da Mostra Sesc às 4h da manhã, talvez a mais de uma década. Vi As Anjas no teatro do Sesc Crato e certamente foi um espetáculo que me abriu os horizontes no que diz respeito a teatro. Uma das primeiras experiências cênicas e certamente uma das mais importantes” Alexandre Xamex Produtor Cultural

“Eu acho uma peça maravilhosa, divertida e cativante. Era muito bom ver as meninas em cena interpretando com tanta naturalidade, mesmo que no início ninguém era profissional e ainda assim faziam tudo com tanta vontade que ficava tudo muito bom” Patricia Gomes – Servidora Pública

Eulália. Erika Souza

“Lembro de nem conseguir encostar os pés no chão quando sentava numa cadeira da plateia pra vê-las. Invariavelmente eram os ensaios antes das apresentações, a organização do palco, a festa de sempre. Pelo menos eu sempre sentia ser uma festa por ser sempre recebida com abraços e sorrisos. Eu era bem pequenininha e ainda assim decorava falas inteiras e até ensinava pra uma amiga da escola, na época ensino fundamental, pra que ela ficasse repetindo comigo. Eu queria ser uma Anja quando crescesse.
Lembro de uma vez, numa segunda sessão acho que inesperada, no Teatro Raquel de Queiroz, que eu por ter ido tão cedo, já cansada, cochilei na cochia. Lembro de Mifilho* chegar em casa depois de uma segunda sessão no BNB, noutro dia que só vi a primeira, dizendo ter sido uma das – senão a melhor – apresentações que ele já vi(ve)u. Lembro desses dias, dos improvisos, dos risos nos quatro cantos do palco e fora dele e fico feliz. E tem também um monte de coisas que não vivi de corpo presente mas que eu quase podia sentir só pelo entusiasmo e amor de Mifilho ao me contar.

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Penha. Irany Vieira

E algumas situações ele não contou só uma ou duas vezes, mas fossem mil nós cairíamos na gargalhada todas as vezes… porque se tem uma coisa que “As Anjas” é, é pulsante. Alegria, saudade, paixão… tudo pulsa forte quando se vive ou, como agora, se lembra. E eu lembro de algumas falas, de todos os rostos, dos figurinos, do cenário, de alguns encontros e de como era bom e eu ainda gosto tanto de ser a ‘irmazinha de Cadu’. Perdi a conta de quantas vezes entrei num teatro pra vê-las e de quantos amigos levei – alguns depois de perturbar muito antes e durante o espetáculo por ficar adiantando algumas falas. Fã chata, confesso. Mas admiradora apaixonada, garanto.” Karol Vieira – Bibliotecária

“‘Juntas estamos, juntas ficaremos…’. Não sei quantas vezes ouvi esse grito de guerra. Não sei contar quantas gargalhadas dei. Não sei quantas vezes me emocionei e me surpreendi. ‘O tempo passou e eu sofri calado, não deu pra tirá-las do pensamento’, quem as viu,  não consegue. A história ainda esta viva e dela trouxe referências pra vida.

Constança. Maria Luisa Martins

As Anjas,  tão pastelão,  tão drama mexicano, tão briga de vizinho, tão a casa caiu,  tão cheia de talentos, tão a nossa cara, marcou nosso imaginário e nos fez felizes em prestigiar.” Gustavo Marques – Historiador

As adpatações no texto, construido pelas próprias atrizes foram o grande diferencial para o sucesso da montagem. Mesmo sem muito amadurecimento profissional, As Anjas, intuitivamente, conseguiam trabalhar a comédia tetral de forma arrojada e dinamica. Em uma paresentação de despedida, realizada no Teatro Rachel de Queiroz em Crato, o grupo lotou sessões e arrancou lágrimas emocionadas dos fãs que se colocavam como órfãos naquele momento, pelo anunciado fim da tragetória. Tempos depois o grupo se reuniu novamente com a mesma energia e o mesmo sucesso. A equipe confrateriza ainda hoje como uma espécie de clã. A amizade e carinho de todos é pulsante, dando continuidade as sete anjas do apocalipse, mesmo que fora dos palcos.

Denise. François Alcantara.

Algumas mudanças foram feitas no decorrer do tempo e para que ninguém fique de fora, listamos aqui as atrizes que passaram pela montagem nesses 12 anos:

Rita Cidade: Afonsina/ Angelina
Paula Mineia: Amélia
Erika Souza: 1ª Eulália
Irany Vieira: 1ª Penha
Maria Luísa Martins: 1ª Constança
Debora Santos: 1ª Deise
François Alcântara
: 1ª Denise
Muriel Paulino: 3ª Deise/ 2ª Eulália
Francilene Calixto: 2ª Deise/ 2ª Penha
Katyússia Fernandes: 4ª Deise
Tatiane Araújo: 2ª Denise
Arlet Almeida: 3ª Eulália
Bertha Lúcia: 2ª Constança.

Curiosidades: Mirela Tavares, fez Angelina nas primeiras apresentações no prólogo quando As Anjas ainda estavam no colégio.

No dia da sessão de Fotos para divulgação da estreia, a atriz Debora não pode comparecer e Sara, uma amiga do Diretor Mauro fez a Deise no ensaio:12318463_469272279919295_1265839214_o

 

Uma amizade, um segredo, doze anos…

Você assistiu a esse espetáculo? Conte-nos suas sensações.

*Como era chamado Cadu Vieira, iluminador de As Anjas.

Adiamento do Workshop de Investigação Cênica

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O Foobá, e as demais entidades organizadoras do Workshop Investigação Cênica comunicam a transferência da data da referida formação de dezembro de 2015 para março de 2016. O motivo do adiamento, deve-se ao fato da uma intensa agenda de trabalho dos envolvidos no projeto no eixo Rio – São Paulo, atendendo normas contratuais com emissora de televisão, iria comprometer algumas das atividades previstas no workshop. Cientes da importância de oferecer a melhor experiência possível para os inscritos, decidimos por adiar o projeto.

Informamos aos inscritos que suas vagas estão garantidas para a nova data e ainda que há a opção de cancelamento de inscrição com seu respectivo reembolso. Nos colocamos a disposição para dirimir quaisquer divergências.

Justificamos a transferência da data do evento e desculpamo-nos pelo transtorno, contando com a compreensão de todos!

White Party Sunset 3.0 – Promoção

Vai rolar a maior festa eletronica que o Cariri já viu.

Sorteio de ingressos no instagram
Sorteio de ingressos no instagram

Pela 1• vez o hotel Pasargada abre suas portas para Realizar a Maior festa Eletronica do Cairi!!
Com o melhor Dj do Brasil Paulo Pringles- direto da Radio Jovem Pan – São Paulo- Brasil
Serã 16h de Musica, começando com um Sunset.

Programação:

Dj Renata Dib – Fortaleza;
Dj Marcelo Novitty – Joao Pessoa;
Dj ladio;
Dj Fê Marques;
Dj Iago Marinho;
Special GuestValdo Lima e Tiago Anderson

Serviço

Vendas de Ingressos:
Loja Sergios: Cariri Shopping
Ótica Albano: Rua conceição, 406- centro
Cavalline Conceito: Rua Pio x, 434- Salesianos

Informações vendas de Chalés e Apartamentos:
85 99830.8000/88 99632.4640