Segundo informações divulgadas pelo site do Jornal OGlobo, parte da direção do PT esteve reunida com o candidato da legenda para prefeitura da capital paulista, na noite de ontem, 10. De acordo com o jornal, estiveram na reunião a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, além de Luiz Marinho, presidente do PT de São Paulo, e Jilmar Tatto, candidato da sigla a prefeitura da capital paulista.
O assunto do encontro foi o futuro da chapa da legenda, pois parte dos dirigentes do partido acreditam que Jilmar deve declarar apoio a Guilherme Boulos (Psol), que vem disputando acirradamente uma vaga no segundo turno. No entanto, a direção partidária entende que tal ação deveria partir do próprio candidato, sem a instauração de uma decisão direta da cúpula petista.
Ao que parece o ex-presidente Lula optou por manter-se afastado da discussão, mas segundo articuladores internos, já deu sinais que deseja que Tatto rume a candidatura do Psol, especialmente pelo frado desempenho que o petista tem observado nas pesquisas eleitorais.
Ainda segundo OGlobo, a ideia do PT não seria a retirada da candidatura, pois não há mais tempo hábil para isso. Mas a recomendação de voto em Guilherme Boulos, afim de tentar ampliar a chances do psolista chegar ao segundo turno.
A agenda do candidato petista para esta quarta, 11, somente foi divulgada às 23h50, e prevê apenas três atividades.
Na mais recente pesquisa Ibope, Tatto somou apenas 6% dos votos, já Boulos apareceu com 13%, tecnicamente empatado com Russomano (Republicanos) tem teve 12% e com Márcio França (PSB) que surgiu com 10%. Bruno Covas (PSDB) lidera com 32%.
Porém, mesmo com essa movimentação, são extremamente remotas as possibilidades de que o PT atue definitivamente para que se declare apoio a Boulos. O aspecto de decisão direcionada ao candidato, surge quase que como cortina de fumaça, um jogo para plateia. E também, como uma tentativa de resposta a manifesto produzido por alguns artistas, e intelectuais, que pediam que a esquerda paulista se unisse em prol do nome do Psol. Todavia, o que se planeja é o seguimento da divisão. União somente no segundo turno.

